Filme - Carrie, a Estranha

| sexta-feira, 18 de março de 2011 | |
Para dar início a seqüência de filmes adaptados dos livros do Mestre Stephen King preferi tomar como exemplo seu primeiro livro, Carrie, a Estranha que foi adaptado por Brian de Palma para o cinema em 1976.



Carrie White é uma jovem que não faz amigos em virtude de morar em quase total isolamento com sua mãe, uma pregadora religiosa fanática. A garota é menosprezada pelas colegas e Sue Snell, uma das alunas que zombam dela, fica arrependida e pede a seu namorado que convide Carrie para um baile no colégio. Mas Chris Hargenson, uma aluna que foi proibida de ir à festa, prepara uma armadilha para ridicularizar Carrie em público. O que ninguém imagina é que a jovem possui poderes paranormais e muito menos conhece sua capacidade de vingança quando está repleta de ódio.


Carrie, a Estranha foi um dos primeiros filmes baseados em obras de King que eu tive a oportunidade de assistir, a época sequer fazendo idéia de que ele, Christine e Rose Red fossem originados de livros. Embora seja classificado como um filme de terror em boa parte de seu desenvolvimento nós deparamos com um suspense permeado por cenas impactantes. Somente ao final do filme há momentos realmente de pavor que são completados por uma cena um tanto quanto nojenta, mas não entrarei detalhes, durante um baile de escola.

O enredo foi bem estruturado e desenvolvido com base nos escritos de Stephen King, havendo apenas algumas modificações para melhor aproveitamento nas telas. O filme foi muito criticado e censurado ao ser lançado, sendo que em países como a Finlândia ele é banido de qualquer meio de comunicação, mas apesar destes empecilhos acabou sendo indicado a dois Oscar, para Melhor Atriz Sissy Spacek (Carrie) e Melhor Atriz Coadjuvante Piper Laurie (que interpreta a mãe de Carrie) . Para um filme produzido em 1976 os efeitos especiais e a fotografia usados, podem ser considerados modernos e de boa qualidade.

Em 2002, uma refilmagem de TV foi lançada, estrelando Angela Bettis, Emilie de Ravin e Patricia Clarkson.

Algumas curiosidades que envolvem o filme.

  • Betty Buckley, que em Carrie, a estranha atua como uma professora de ginástica, interpretou a mãe de Carrie na versão musical para o teatro norte-americano.
  • O nome da escola de Carrie é "Bates High", uma referência proposital do diretor Brian De Palma a Norman Bates, principal personagem do filme Psicose, de Hitchcock.
  • O rapaz da bicicleta que zomba de Carrie é Cameron de Palma, o sobrinho de Brian de Palma.
  •  Esse é o segundo filme de John Travolta, que na época pegou papel sem destaque e não passava de um mero jovem desconhecido, mas logo logo fez sucesso em Os Embalos de Sábado a Noite.
  •  Em 2006, no primeiro episódio da 3a. temporada da série Lost, a personagem Juliet aparece com um grupo de leitura conversando sobre o livro que deu origem ao filme.
  •  Algumas produções brasileiras foram inspiradas no filme. Na novela Rainha da Sucata, exibida pela Rede Globo em 1990, a protagonista "Maria do Carmo", vivida por Regina Duarte, foi semelhantemente humilhada no baile de formatura. Na mesma década, oito anos mais tarde, o filme serviu de base para o episódio piloto da série Sandy & Junior, também da Globo. No programa, Mariana Ximenes era a protagonista humilhada nos moldes de Carrie. Mariana viria a ser humilhada novamente de maneira parecida na novela Chocolate com Pimenta, desta vez pela vilã "Olga" (Priscila Fantin). Mais recentemente, em Malhação, no ano de 2007, foi a vez de "Cecília", personagem de Maria Eduarda Pellegrino Machado, ser humilhada de forma semelhante à Carrie por suas rivais, "Bruna" (Gabriella Vigol) e "Clara" (Giselle Batista).


Ficha Técnica

Título original: (Carrie)
Lançamento: 1976 (EUA)
Direção:Brian De Palma
Atores:Sissy Spacek, Piper Laurie, Amy Irving, William Katt. 
Duração: 98 min 
Gênero: Terror

5 Comentários (Comente aqui!):

This Gomez Says:
18 de março de 2011 23:32

Faz muito tempo que li o livro e vi a versão com Emilie de Ravin, mas é uma história bem curiosa, não? Digo, a frase "dar uma de Carrie" quando a gente era zoado virou moda na escola ^^

Stephen é um Rei, mesmo *.*
Mas meu favorito continua sendo O Iluminado + À espera de um milagre o//

paros28 Says:
18 de março de 2011 23:53

Excelente resenha!!!! Mas depois dá uma olhada no segundo filme da Carrie, e indico o livro tb, vc vai adorar...

Vou querer resenha desse filme tb kkkk

Bruno Bianchi Says:
19 de março de 2011 02:36

Créééééééédo!
Sério, como um fã de Stephen King tenho que dizer que esse filme foi horrívelmente adaptado de uma bela história. Não citarei exemplos pra não estragar a leitura, mas posso afirmar que o livro é bem melhor.

não é nem pelos efeitos especiais da época, e sim pela mudança drástica no final e a péssima escolha para a atriz que interpretou Carrie (já que no livro ela é gorda, com o rosto cheio de espinhas, etc, etc)

No mais, belo post, Guto. Independente da forma como foi adaptado, não se consegue estragar uma obra do mestre King. Leiam o livro, a história é bem melhor ^^

Abraços!

Ana Death Duarte Says:
21 de março de 2011 23:54

Não use essa machadinha ae contra mim (apesar de que sou a Death, Mr. Snake, vc sabe q viro humana uma vez a cada 100 anos e morro, rs)

Mas eu amo o "remake". {E o livro, é óbvio!}

Vamos lá, por q?

Porque, além de ser mais fiel ao livro, muito mais fiel, tirando o final, pois era para ter virado minissérie (e que bom, pq ele vale mais como filme, normalmente não gosto das séries com base nas histórias de SK =/) e muito mais direto ao ponto também, mais rápido. Uma pena que se tenha que importar o filme, já que... pra q vender no Brasil, né? Coisas de mercado que muito me incomodam.

Como ainda não vi todo o blog, pergunto, vc viu a minissérie de O Ilminado? Q o SK tb "refez" depois do filme do Kubrick (com o qual ele ficou indignado!)? É LINDA. Só tem importada. Importei, vale a pena. E logo importo Carrie também, ai, vou falir...

Cya, Death

Laerte Says:
23 de março de 2011 14:37

Eu só assisti a segunda versão, gostei muito na época e não conhecia o mestre King. Depois que conhci o King eu vi o livro e lembrei do filme. Gostei muito! Abraços pessoal!

Laerte Lopes - Blog Medo

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