Filme - Christine

| sábado, 2 de abril de 2011 | |
Eu já tinha idéia de postar algo sobre esse filme e após uma conversa nesta semana sobre filmes de John Carpenter decidi adiar esse texto. Christine é mais um dos filmes que foram adaptados das obras de Stephen King, e a meu ver é um dos que mais possuem divergências entre obra escrita e roteiro da filmagem.


O filme foi lançado em 1983 tendo no elenco Keith Gordon, como o protagonista Arnie Cunningham, John Stockwell, (diretor do longa “Turistas”) como seu amigo Dennis, Harry Dean Stanton (que já havia atuado em Alien antes) no papel do Detetive Rudolph "Rudy" Junkins. 

A trama é focada em Christine, um automóvel modelo Plymouth Fury vermelho de 1958, que possui toda uma história de mortes relacionada à sua existência. Desde sua fabricação até chegar as mãos de Arnie, que a compra em um estado bem deteriorado, o caro se mostra um algoz voraz.

Arnie é um jovem estudante tímido e que possui somente um amigo, Dennis Guilder, e a história do filme se inicia quando ele descobre Christine e a compra, mesmo o carro precisando de reformas. Ao passo que ele reconstrói o Plymouth uma certa arrogância doentia começa a se manifestar no adolescente, que também desenvolve um amor bizarro pelo automóvel.

Muitos fãs de Stephen King não gostaram do filme por este possuir diversas diferenças com relação ao livro, sendo a principal o fato do mal ser atribuído a Christine no filme ao invés do fanstama de Roland LeBay, último dono dela. Abaixo há uma lista de curiosidades sobre o filme.


  • Quando Arnie está levando Christine pela primeira vez à garagem de Will Darnell, Dennis o segue em seu Dodge Charger. No momento em que Arnie pede que Dennis toque a buzina de seu carro para abrir o portão, pode-se ver, ao fundo, a retroescavadeira que Dennis e Leigh usam no fim do filme para destruir Christine.
  • Na cena da biblioteca do colégio, o livro que Dennis retira da estante antes de convidar Leigh para sair é o próprio Christine escrito por Stephen King.
  •  O carro azul do policial Rudolph Junkins, que investiga Arnie, é também um Plymouth Fury, que pode ser visto quando os dois se conhecem no estacionamento do colégio. O modelo é um Plymouth Fury 1977/1978, muito utilizado pela polícia americana nos anos 1970 e 1980.
  • Para simular a auto-reparação de Christine, foram usadas bombas hidráulicas instaladas em alguns dos numerosos Plymouth Furys utilizados na produção. Tais bombas eram instaladas debaixo da lataria do carro para que, ao serem acionadas, "chupassem" a lataria para dentro. As partes do filme contendo a atuação das bombas hidráulicas eram então reproduzidas em reverso, dando com isso a impressão de que o carro estava restaurando-se por contra própria.
  • Especulou-se ter sido utilizado algum tipo de sistema de controle remoto para dirigir Christine à distância, o que foi negado pelos diretores. Na verdade, para simular as ações malignas de Christine, as janelas foram pintadas de preto, tendo como brecha apenas o lado esquerdo do pára-brisa para que o dublê pudesse dirigir o veículo com segurança. Na cena da morte de Moochie Welch (Malcolm Danare), o carro foi puxado para frente por cabos de aço atrás do ator, enquanto um trator (graficamente retirado na edição do filme) empurrava o carro por trás. Na cena da morte de Buddy Repperton (William Ostrander), o dublê dentro do carro teve de usar uma roupa especial de amianto para proteger-se das chamas (inclusive, consta no DVD oficial que esta cena falhou durante a primeira tomada oficial da filmagem, tendo a equipe de produção entrado em cena para apagar as chamas e retirar o motorista de dentro do carro). Na cena final, no momento da morte de Arnie, o carro foi novamente puxado por cabos de aço em direção à parede, e o pára-brisa foi trocado por uma tela de vidro falso, feito de açúcar, todo pintado de preto. O dublê voou através do vidro falso e só depois a câmera focalizou o verdadeiro Arnie (Keith Gordon) jazendo agonizante no chão com um pedaço de vidro falso "perfurando" o estômago do personagem.
  • Na cena do drive-in, o filme exibido chama-se Thank God It's Friday, de 1978.
  • Kevin Bacon recebeu a oferta para interpretar Arnie Cunningham, mas ele preferiu filmar Footloose, de 1984.
  • No DVD oficial do filme, na parte que remete aos bastidores das gravações, o ator Keith Gordon, intérprete de Arnie, disse ter usado uma linha de interpretação em fingia que o carro era uma mulher e imaginava qual parte do corpo de uma mulher correspondia ao local tocado no carro.
  • No documentário contido no DVD oficial, o co-produtor Bill Phillips diz que o assunto central do livro (o espírito do falecido proprietário tomando posse do veículo e, também, de Arnie) foi modificado no filme para uma trama na qual o carro em si é maligno. Isso foi feito não somente para poupar tempo e "comprimir" a história no limite de tempo do filme, mas principalmente para não dar a impressão de que estavam copiando descaradamente o filme An American Werewolf in London, de 1981, no qual o personagem Jack morre e seu espírito passa a exercer influências malignas sobre o personagem David, tal como Roland LeBay influencia Arnie e Christine no livro.
  • Para compor corretamente o personagem Arnie Cunningham, Keith Gordon teve de ler todo o livro, e um dos produtores de figurino do filme teve a idéia de refletir a influência demoníaca de Christine através das roupas de Arnie: à medida que passava o filme, Arnie, ficando progressivamente mais possuído pelo carro, começou a usar roupas que espelhavam a era do "nascimento" de Christine - no caso, a década de 1950. Na cena em que Arnie e Dennis passeiam juntos em Christine - e Arnie mostra a Dennis sua nova personalidade cruel, arrogante e agressiva -, ele está vestindo uma jaqueta vermelha colegial típica dos anos 50, ficando similar a James Dean em seu último filme, "Juventude Transviada", de 1955.
  • A origem do nome Christine para o carro assassino possivelmete vem de um outro filme também chamado "Christine", tendo sido este produzido em 1958, mesmo ano de fabricação do modelo Plymouth Fury que é Christine.
  • A companhia de óleo "Mobico", que aparece na cena da explosão do posto de gasolina, é completamente fictícia. O nome é uma combinação das marcas Mobil e Amoco, Sunoco, Texaco ou Conoco, e as cores e o "design" do posto de gasolina lembram a bandeira Sinclair Oil.
  • No começo de outro filme baseado em Stephen King, Cat's Eye, o carro que quase atinge o gato é um Plymouth Fury 1958 vermelho, como Christine.
  • Christine é interpetada pelos fãs como o oposto de Herbie, personagem do filme Disney conhecido no Brasil por "Se Meu Fusca Falasse".
  • A canção "Christine", da banda metal Malice, é baseada na história do filme. A canção usada no início do filme é "Bad to the Bone" de George Thorogood, a qual enfatiza o espírito malévolo presente no carro.
  • A personagem Leigh Cabot foi interpretada em todo o filme pela atriz e modelo Alexandra Paul. Entretanto, na cena da batalha final da retroescavadeira contra Christine, Leigh foi vivida pela também atriz e modelo Caroline Paul, irmã gêmea idêntica de Alexandra.
  • O autor Stephen King sofreu em 1999 um acidente automobilístico que quase lhe custou a vida. Num caso clássico em que "a vida imita a arte", Stephen comprou a van que provocou o acidente apenas para destruí-la ele mesmo com um taco de beisebol, antes de deixá-la num ferro-velho para então ser comprimida num compactador de lixo.
  • Do elenco do filme já faleceram Robert Darnell (Michael Cunningham), em 1991, e Robert Prosky (Will Darnell), em 2008. Há também no encerramento uma dedicatória ao produtor Robert "Bob" Dawn, que morrera poucos dias antes do lançamento oficial do filme.

1 Comentários (Comente aqui!):

Anônimo Says:
17 de março de 2012 23:20

mt mt mt bom este filme

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